Um brinde ao processo: como Carlos Leite transformou curiosidade em cerveja artesanal

O que transforma um simples gosto por cerveja em uma verdadeira jornada de aprendizado? Para o nosso labber Carlos Leite, foi a curiosidade que fez toda a diferença e hoje, cada garrafa que ele produz carrega uma história completa, do primeiro estudo até o rótulo final.

Tudo começou de um jeito simples: Carlos gostava de cerveja, mas em determinado momento quis entender o que havia por trás daquele copo. Por que existiam tantos estilos diferentes? De onde vinham? E o que fazia uma IPA, uma Witbier e uma American Wheat serem tão distintas entre si?

Foi assim que ele mergulhou na história dos estilos, nos ingredientes e, principalmente, em todo o processo de produção. Descobriu, então, que fazer cerveja artesanal envolve muito mais do que simplesmente misturar alguns ingredientes.

Carlos aprendeu sobre brassagem, controle de temperatura, os diferentes tipos de malte, o uso do lúpulo, a fervura, o resfriamento e, depois, todo o processo de fermentação e maturação. Cada etapa exige atenção e paciência: são horas de trabalho para um resultado que só se revela, de verdade, semanas depois.

Mas para ele, o hobby nunca terminava quando a cerveja ficava pronta. Uma das partes de que mais gostava era dar identidade a cada receita: pensar num nome, criar um conceito, desenhar um rótulo que contasse uma história. Foi assim que nasceram rótulos como Galático, Revolution, Bodenation, Goat Piss e Old Indian – cada um com uma proposta diferente, pensada nos detalhes, nas ilustrações, nas cores e na história por trás daquela cerveja.

Não é à toa que o bode aparece com frequência em seus rótulos: na escola, o apelido de Carlos era justamente esse (ganhou o nome por causa da barba).

Mesmo com a evolução da inteligência artificial e das ferramentas que criam imagens em segundos, Carlos continua valorizando o processo de pensar e produzir os rótulos por conta própria. Para ele, essa etapa criativa sempre fez parte da experiência tanto quanto produzir a própria cerveja.

E o maior orgulho nunca foi simplesmente entregar uma cerveja para um amigo experimentar. Era olhar para a garrafa pronta, com o rótulo que ele mesmo criou, e saber tudo o que aconteceu até ali: a escolha do estilo, o estudo da história, a receita pensada, os ingredientes selecionados, a brassagem, a fermentação acompanhada, a maturação esperada, o envase e a identidade criada.

Nada melhor do que finalizar com as palavras do próprio Carlos, que resume bem o que esse hobby representa para ele:

“Acho que foi isso que mais me marcou nesse hobby: perceber o quanto é gratificante construir alguma coisa do início ao fim e entender que algumas coisas simplesmente não podem ser apressadas. Fazer cerveja me ensinou bastante sobre processo, experimentação e, principalmente, paciência.”

Veja também

Inscreva-se para receber nossos Insights