“Nem toda mente funciona em linha reta. Algumas funcionam em acordes.”
É assim que Josianne enxerga a própria trajetória.
Diagnosticada com TDAH ainda na infância, Josianne cresceu em um mundo que exigia silêncio interno, constância e foco linear, exatamente o oposto do que sua mente oferecia. Pensamentos acelerados, inquietação constante e dificuldade de concentração faziam parte do dia a dia. O que poucos entendiam é que não se tratava de falta, mas de excesso.
Foi nesse contexto que a música entrou, não como hobby, mas como estrutura.
A música virou foco, disciplina, refúgio e linguagem, deu nome, tom e direção ao caos.

Ao longo de 27 anos, Josi construiu uma relação profunda com a música. Tocou em orquestras por 16 anos, se apresentou em teatros e desenvolveu uma disciplina que contrariava todos os estigmas associados ao TDAH. Violino, piano, violão, guitarra, contrabaixo, violoncelo, flauta transversal, bateria, clarinete, viola e violão de 12 cordas, 12 instrumentos como formas diferentes de organizar o pensamento.
Autodidata por natureza, Josi nunca separou aprendizado de curiosidade. Sempre que algo despertava interesse, ela mergulhava. A música ensinou ritmo, pausa, escuta e presença, habilidades que mais tarde atravessariam sua vida profissional, mesmo fora dos palcos.
Hoje, mesmo atuando em áreas estratégicas, inovação e projetos complexos, a música segue sendo seu eixo invisível. Está no jeito de pensar, de resolver problemas, de criar conexões. Não aparece no briefing, mas sustenta tudo.
Adaptável. Curiosa. Autodidata.
Josi é prova de que algumas pessoas não aprendem em linha reta, aprendem em harmonia.Sonhadora e realizadora.
No tempo certo. No tom certo.


